01 Novembro 2007

O Teatro Mágico - liberte-se!

Sim, eu fui! Sou uma pessoa rara.
Este é um show para quem tem a cabeça aberta para as artes cênicas e um coração aberto para as novas amizades. Embora um amigo* meu já tivesse me aconselhado a conhecer a banda, ouvir as músicas e ler as letras, eu só fui fazê-lo quando fui ao show, e fui sem saber que estava indo e muito menos o que iria encontrar.

Na verdade, eu descobri que não fui encontrar algo novo, mas fui reencontrar um velho sentimento que me traz sempre muita saudade e uma certa tristeza, confesso, de ter sido tão pouco tempo para aproveitá-lo.

Refiro-me à um Encontro Nacional de Adolescentes (ENA) que participei há um pouco mais de seis anos. Foram cinco dias que me marcaram tanto que até hoje comento com as pessoas. Não pelo conteúdo das oficinas ou pelas discussões, pois estes eu já esqueci no dia seguinte! Mas o que ficou foi a energia vibrante de centenas de pessoas com o mesmo ideal de fraternidade e companheirismo. Estávamos ali para celebrar a amizade e as coisas boas da vida, como se todo o mundo párasse para ter cinco dias de paz e integração.

Nunca mais vi a vida do mesmo jeito. Tudo ficou tão fácil! Queria tanto que este momento continuasse, e que todas as pessoas do mundo participassem para que tivessem esta mesma visão que eu tive, que acabei esquecendo de viver o presente, e passei à criticá-lo por não ser o que eu queria... mas esta história já foi superada.

Então, naquele show, como eu fui de sobressalto, acabei ficando na arquibancada apenas observando os fãs reunidos em frente ao palco. Muita ansiedade e muitos gritos no início. A abertura foi uma poesia declamada em coro por todos que estavam na quadra. A música começou e as pessoas se libertavam.

O estilo é o rock, e as músicas tem letras tão simples e otimistas, sempre com um toque poético, que nos levam ao bom-humor. Pouco a pouco as pessoas em geral foram se soltando e curtindo a magia de celebrar a vida. Podia-se ver claramente a satisfação de quem dançava sem se importar com passos ou com olhares, e desejava-se este sentimento para si. E conseguia sentí-lo. Alegria, tranquilidade, plenitude, magnetismo, liberdade, fantasia e acima de tudo, integração! As pessoas se conheciam e ficavam como velhas amigas. Os olhares diziam que tudo era belo, e não se via nada além disso. A magia do Teatro Mágico tomou conta do Ginásio do SESC, e esquecemos do mundo lá fora.


Espetáculos a parte quando a moça no tecido vertical começava a se enrolar, enrolar e enrolar, e depois se jogava do alto para se prender quase rente ao chão, tirando suspiros e aplausos de crianças, adultos e idosos. Quando o trapezista se pendurava por uma perna, por um braço, por um pé, ou dois... lá no aaaaalto, longe, muito longe. O palhaço cupido que acertou a flecha na pessoa errada, e quantas vezes isso não acontece conosco? Tudo era teatro, portanto, tudo era permitido. Que vocês acordem mais brilhantes amanhã! Ele nos disse...

Fiquei muito emocionada por poder sentir aquela plenitude novamente. Lembrei-me de que tudo pode ser fácil quando pensamos facilmente. Tudo o que queremos acontece.

Porém, contudo, entretanto, todavia... existe um único ponto que me deixou em dúvida se é possível acreditar que aquilo tudo era verdadeiro. Conheço algumas pessoas do SESC, e elas me afirmaram que os empresários foram um pouco arrogantes e mal-educados quanto à quantia recebida pelo show e pela hospedagem. Mas veja bem, não são os músicos e artistas, são os empresários. Este fato me levou a pensar se a magia envolvente do grupo, e se aquela simpatia toda de receber abraços suados na saída (o que eles fizeram) é verdadeiramente sincera ou se faz parte do show.

Bom, sendo sincera ou não, é sensitível e muito compensador na minha opinião. As palavras transmitidas nos conforta e nos dá esperança de que a vida é bonita. Afinal, nós sabemos que viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar a beleza de ser um eterno aprendiz, sempre deixa a vida bonita. É bonita, é bonita e é bonita!!!

* Junior, um varginhense perdido em Poços de Caldas também. Guitarrista, técnico em segurança do trabalho e a pessoa com maior poder de persuassão que eu já conheci! Sem contar que a percepção dele é incrível, você nem precisa falar que ele já sabe o que vc quer dizer... O problema é que ele nunca entra no meu blog, nem comenta... quem sabe falado dele eu consigo mais atenção! Hehehehehehe, bjos Ju!!

19 Outubro 2007

Moléculas sonoras

Recebi por e-mail há um bom tempinho atrás do meu querido amigo Edgard. Achei interessante para dividir com vocês:

Grupo transforma moléculas em música
Aminoácidos foram usados para criar uma escala de 20 notas estendida em duas oitavas.
Inspiração foi proteína que, na forma falha, está presente em tumores.
As proteínas, as complexas moléculas da vida, foram traduzidas para a música clássica, informaram cientistas americanos nesta quinta-feira (3). Rie Takahashi e Jeffrey Miller, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, usaram partes de aminoácidos -- os "tijolos" das proteínas -- para criar uma escala de 20 notas estendida em duas oitavas.

Sua inspiração foi a timidilato sintase A (ou ThyA), uma proteína que, na forma falha, está presente em alguns tipos de câncer. O trabalho se baseou no código de DNA. Mas como o DNA só tem quatro "notas" potenciais -- os compostos que formam as fileiras da dupla hélice do filamento --, isto se revelou um limitador musical.

Takahashi e Miller acreditam que sua criação será útil para despertar o interesse dos mais jovens na biologia genômica. Eles também desenvolveram um browser que permite a qualquer pessoa enviar em uma seqüência a codificação de uma proteína que é, então, transformada em música e enviada de volta para o internauta, como arquivo "midi".

As proteínas podem ser qualificadas como a matéria-prima da vida, não apenas compreendendo quase todos os tecidos humanos, mas também desempenhando uma miríade de papéis como marcadores, reparadores e também destruidores.

Alguns exemplos de composições proteícas podem ser ouvidos

Suspenso no ar


Na sala de aula a professora lia junto com os alunos mais uma história mirabolante para analisar frases e interpretar o conteúdo. A menina do cabelo trançado se divertia com aquilo, até que parou em certo ponto da história e se encabulou.

A professora falava de um segredo que foi contado por uma pessoa e ficou suspenso no ar, como se as palavras estivessem flutuando na sala e entrando nos ouvidos de quem ali passava distraído. Logo todos já sabiam do acontecido.

A dúvida da menina era simples e quase impossível de ser explicada. Como podem as palavras ficar suspensas no ar? E ,além disso, ainda serem captadas por pessoas que nem as ouviram sendo proferidas, como pode? A professora da quarta-série se desconsertou frente a pergunta inesperada, tentou explicar, comparou com perfumes, mas nada fazia com que a menina entendesse. Afinal o cheiro dura mais tempo no ar do que o som das palavras. A saída foi dizer que aquela história era uma ficção, e que isto já dizia que nem tudo precisa ser explicado, simplesmente acontece.

A menina fingiu que aceitou esta explicação para não irritar sua turma, mas ainda ficou matutando sobre aquilo. Palavras que ficam suspensas no ar... Deste modo ela, sem perceber, realizava uma de suas palavras preferidas na época, formando o “paradoxo” de ser criativa, ter uma mente aberta, e ao mesmo tempo, se preocupar com um detalhe tão pequeno de uma história.

Hoje eu entendo que aquilo que fica no ar, não são as palavras em si, mas são as emoções que tornam o clima pesado, gostoso ou mágico; é o perfume Jardin Frais que remete a tempos de descobertas e sonhos; é o som da voz de Elis cantando Soneto de Separação; é a briga de amor que ficou mal resolvida, sem deixar ninguém dormir; e principalmente, é a ausência de uma pessoa querida que é notada quando se está com muitas pessoas se divertindo, em uma tarde qualquer.



Obs: Esta foto é da Billie Holliday, cuja voz é marcante, forte e sensível, assim como a da Elis Regina, por isso fiz questão de lembrá-la, já que não citei no texto.

09 Outubro 2007

A 10 letras/hora.

Caros amigos, leitores e visitantes de pára-quedas,

Gostaria de me desculpar por deixá-los duas semanas sem notícias e sem textos! Ai que triste! Mas eu não estou dando conta nem de estudar e nem de escrever, e já que eu tenho que escolher um dos dois para me dedicar, eu acredito que os estudos sejam prioridades.

Eu vou continuar escrevendo, mas agora será de vez em quando. Vou ver se ainda deixo coisas interessantes para não deixar meu blog estagnado. Coitado...

Não vou poder comentar muito nos outros blogs tambem, me descuuuuuuuulpem!!!! Será por uma boa causa!

Obrigada pela compreensão.
Beijos, Ma.

27 Setembro 2007

O que é um nome?

HOJE É MEU ANIVERSÁRIO!!!!

E da minha irmã tbm!!

Agradeço a Deus por mais um ano, pela saúde que temos, pelos amigos, pelas conquistas, pelos desafios, pela força, pelo carinho, pela ajuda e educação de meus pais, pela minha faculdade, por ter colocado alguém especial no meu caminho, que este fique muito tempo, se não for para sempre, pelas festinhas, por existir chocolate e pelas viagens!!!

Como teria que postar uma poesia, aí vai uma linda!...




“Oh, Romeu, Romeu, por que és tu, Romeu?!
Renega teu pai e recusa teu nome ou, se não puderes,
jura somente pelo meu amor que eu não mais serei uma Capuletto...
Somente teu nome é meu inimigo.

Tu não és mais do que ti mesmo, não um Montecchio.
O que é um Montecchio?
Não é nem mão, nem pé, nem braço, nem rosto,
nem qualquer outra parte que pertença a um homem.
Oh, sê outro nome!

O que há em um nome?
O que chamamos de rosa
teria o mesmo cheiro doce se tivesse qualquer outro nome.
Então, Romeu, não fosse ele chamado Romeu,
reteria essa cara perfeição que possui sem tal título.
Romeu, joga fora teu nome e,
com esse nome que não é parte de ti,
possua-me por inteira...”
(Romeo and Juliet, Act II, scene II)


O "Original":

“O Romeo, Romeo! wherefore art thou Romeo?
Deny thy father and refuse thy name; or,
if thou wilt not, be but sworn my love, and I’ll no longer be a Capulet...

‘Tis but thy name that is my enemy;
thou art thyself though, not a Montague.
What’s Montague?
It is nor hand, nor foot, nor arm, nor face,
nor any other part belonging to a man.
O, be some other name!

What’s in a name?
That which we call a rose,
by any other name would smell as sweet.
So Romeo would, were he not Romeo call’d,
retain that dear perfection
which he owes without that title.

– Romeo, doff thy name;
and for that name, which is no part of thee,
take all myself...”
(Romeo and Juliet, Act II, scene II)



Obrigada a todos que me fazem feliz!! Beijos!!